A comunicação no mundo do trabalho

No mundo corporativo, uma boa comunicação é, sem dúvida, essencial. A capacidade de comunicação oral e escrita vem se apresentando como competência fundamental para as necessidades exigidas pelo mercado de trabalho. Além do telefone ou de uma entrevista, os executivos utilizam, principalmente, o e-mail. Em qualquer uma dessas formas de comunicação, deve-se conhecer o bom e correto funcionamento da língua. 

O indivíduo que não expressa claramente suas ideias ou não consegue estabelecer bons vínculos de relacionamento profissional, certamente, fica aquém daquele que tem maior facilidade de expressão e consegue ter um bom relacionamento interpessoal. Ou seja: falar e escrever bem é uma condição de empregabilidade. Por isso, antes de dominar um segundo idioma, é crucial dominar a própria língua.

O mundo moderno, de modo geral, e o mundo dos negócios, de modo particular, exigem das pessoas um constante aprendizado, para que elas obtenham cada vez mais sucesso ou, no mínimo, não se sintam excluídas e sem oportunidades. Esse constante aprendizado engloba tudo o que é possível assimilar durante a nossa vida. E o mercado profissional não foge a essa regra. 

Dessa forma, seguem algumas dicas de língua portuguesa, pois quem quer se posicionar bem no mercado de trabalho (público ou privado) não pode cometer certos vacilos. Imagine o funcionário que vai ser escrever um ofício e não domina as regras das formas pronominais de tratamento. Se ele não souber que elas devem ser grafadas com inicial maiúscula, pode comprometer a mensagem. Além disso, o colaborador precisa entender que há exceções – sempre elas – quanto a isso.  Os termos “senhor”, “senhora”, “senhorita” e “dona” só começam com maiúsculas quando seguidos de nome próprio. Assim: Vossa Excelência; Vossa Majestade; Sr. Alves; Cumprimento os senhores presentes com alegria. 

Se for atento, nosso escriba entenderá que as formas relativas a títulos e cargos serão grafadas com inicial maiúscula somente quando antecederem nomes próprios: D. Manuel; Pe. José; Dr. Marcos; Desembargador Praxedes; Os desembargadores estão reunidos desde as 15 horas. 

Caso precise escrever o nome de uma localidade, não se pode esquecer um detalhe importante: não se abreviam os nomes geográficos: São Paulo (e não S. Paulo), Rio de Janeiro (e não R. de Janeiro), Campo Grande (e não C. Grande).

Sem contar que ele deve esquecer aquela velha forma de iniciar o documento “Venho, por meio deste, informar…”.  Essa fórmula pronta e de mau gosto é uma redundância, portanto, desnecessária. Basta ir direto ao ponto. 

No cabeçalho de textos oficiais, escrevem-se o nome do local (sem a sigla do estado), o dia em algarismos, o mês por extenso e com letra minúscula e o ano também em algarismos, sendo norma o uso do ponto final: Brasília, 2 de julho de 2022. O primeiro dia do mês deve ser escrito em ordinal: Brasília, 1o de junho de 2022. Não há necessidade de usar o dígito zero antes do número referente a dia ou mês: 3.6.2022 ou 3/6/2022 (e não 03.06.2022). 

Para sobreviver no mercado de trabalho, quem é responsável por redigir a comunicação do órgão deve saber que “Vossa” é usado para a pessoa com quem se fala; “Sua”, para a pessoa de quem se fala: Convidamos Vossa Excelência para a palestra de abertura do congresso; A palestra será proferida por Sua Excelência o Senhor Ministro Presidente. 

Quer se refiram à pessoa com quem se fala (Vossa), quer se refiram à pessoa de quem se fala (Sua), os pronomes de tratamento sempre levam o verbo e demais pronomes para a terceira pessoa: Comunico a Vossa Senhoria que seu pedido foi deferido; Vossa Excelência deseja fazer o pronunciamento agora?; Sua Excelência já foi informado da decisão. 

Embora o gênero gramatical do pronome de tratamento seja feminino, a concordância é feita conforme o sexo da pessoa a quem ele se refere: Senhora Ministra, Vossa Excelência será indicada para compor a comissão; Vossa Senhoria é o candidato favorito para chefiar a seção. 

Por fim, em ofícios e memorandos, o fecho deve ser “Atenciosamente” para destinatário de hierarquia igual ou inferior à do remetente e “Respeitosamente” para destinatário de hierarquia superior.